Como no tempo da ditadura
Há muito, Pernambuco não assistia a manifestações de rua. Em se tratando de um Estado extremamente politizado, de espírito libertário e revolucionário, a ausência de protestos provavelmente pode ser explicada pelo bom momento que a economia vive. Nos últimos anos, o atual governo nunca tinha enfrentado a ira dos estudantes contra o aumento das passagens de ônibus como ocorreu sexta-feira passada e se repetiu ontem.
Mas um governo que se apresenta democrata, com enorme aprovação popular e imagem positiva lá fora não poderia cometer os mesmos erros de quem geriu os destinos do Estado no passado. Ao invés da chibata, o diálogo, assim deveria ser.
O que se viu, porém, foi o Governo jogar o Batalhão de Choque contra os estudantes nas ruas, numa ação para intimidar, típica ou pior do que se passava no regime militar.
Tanto na primeira manifestação quanto na de ontem o aparelho repressor agiu sem pudor. Balas de borracha, agressões a cassetete e bombas de gás lacrimogêneo atingiram em cheio os jovens que foram às ruas tentar barrar as novas tarifas de ônibus usando a arma disponível, que é a livre manifestação, garantida na Constituição.
Com a repressão, mais uma vez ficou provado que entre o discurso e a ação deste governo existe de fato uma distância muito grande.
Magno Martins
Comentário:
Temos mostrado esse assunto para alertar que algo esquisito está acontecendo em Pernambuco. As grandes ditaduras começaram assim: Repressão a estudantes, Cerceamento da liberdade de escolha, imposição (nomeação sem direito de escolha) no partido etc. Estas atitudes precisam ser rapidamente repensadas. A liberdade democrática precisa ser respeitada.
Calvino Brasil
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